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IMPACTO DA RECICLAGEM E DA INCLUSÃO SOCIAL EM DEBATE NA CÂMARA DE PORTO ALEGRE

17 de julho de 2026
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O programa Tampinha Legal foi um dos destaques do debate "Reciclar para Incluir: o impacto socioambiental das campanhas solidárias", promovido pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre, na última terça-feira, 14 de julho. O encontro reuniu representantes do poder público, instituições assistenciais e iniciativas ligadas à sustentabilidade para discutir o papel da reciclagem na promoção da economia circular, da inclusão social e no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao descarte correto de resíduos.

Convidado em razão dos resultados alcançados ao longo de quase uma década de atuação, o Tampinha Legal apresentou sua trajetória por meio da gerente do Instituto SustenPlást e porta-voz do programa, Simara Souza. Criado em Porto Alegre, o projeto está presente em 10 estados brasileiros e já arrecadou mais de 1,1 bilhão de tampinhas plásticas, o equivalente a 2.090 toneladas de material encaminhado corretamente para reciclagem. A iniciativa também já destinou R$ 5,29 milhões para 519 entidades assistenciais participantes.

Durante a apresentação, Simara ressaltou que o programa vai além da coleta de tampas plásticas ao promover educação ambiental e incentivar mudanças de comportamento com base nos princípios da economia circular. "Ao longo de quase dez anos, vimos como uma atitude simples pode gerar recursos para entidades assistenciais, mobilizar comunidades e contribuir para a construção de uma cultura de responsabilidade ambiental. Compartilhar essa trajetória justamente em Porto Alegre, onde o programa nasceu, torna esse momento ainda mais significativo", afirmou.

O debate também contou com a participação de representantes de entidades assistenciais que integram o programa. O Educandário São João Batista, instituição que mais arrecada tampinhas no Tampinha Legal, foi representado pelo presidente Ronaldo e pela relações-públicas Priscila Gomes, que destacaram a importância da iniciativa para a manutenção das atividades da entidade.

Também participaram a coordenadora estadual da Família da FEAPAES-RS e voluntária da APAE de Sapucaia do Sul, Laline Fogaça, representante da segunda instituição que mais arrecada tampinhas no programa em todo o país, além da presidente da AGAFAPE, Elisete Oliveira, e da representante da ACOMPAR, Fernanda, reforçando o debate sobre os impactos sociais e ambientais da reciclagem.

Entre os encaminhamentos discutidos durante a reunião está a ampliação da rede de ecopontos e o fortalecimento da identificação dos locais de coleta, com o objetivo de facilitar o descarte correto de resíduos recicláveis pela população. A proposta deverá ser debatida futuramente pelo poder público em conjunto com as secretarias municipais.

Para Simara Souza, a integração entre diferentes setores é fundamental para ampliar os resultados da economia circular. "Quando diferentes setores compartilham experiências e constroem soluções em conjunto, ampliamos as oportunidades de transformar boas práticas em resultados permanentes. A reciclagem não se limita ao destino adequado dos resíduos; ela gera impacto ambiental, fortalece entidades assistenciais, mobiliza comunidades e contribui para consolidar uma cultura de responsabilidade compartilhada", destacou.

Ao participar do debate promovido pela Cosmam, o Tampinha Legal reforçou seu compromisso com a educação socioambiental e com o fortalecimento de iniciativas capazes de transformar pequenos gestos em benefícios concretos para o meio ambiente e para centenas de entidades assistenciais em todo o Brasil.

Criado pelo Instituto SustenPlást, com patrocínio do Movimento Plástico Transforma, o Tampinha Legal desenvolve ações de educação socioambiental voltadas à mudança de comportamento da população, incentivando a arrecadação de tampas plásticas que são destinadas às entidades assistenciais cadastradas. Os recursos obtidos com a comercialização do material são repassados integralmente às instituições, sem retenção financeira.

Em 2026, o programa completa dez anos de atuação. Nesse período, promoveu a destinação correta de mais de duas mil toneladas de tampas plásticas, evitou a emissão de mais de 3.460 toneladas de gases de efeito estufa e destinou mais de R$ 5 milhões para instituições assistenciais, contribuindo para a manutenção de projetos sociais, aquisição de equipamentos e melhoria dos serviços prestados à população em situação de vulnerabilidade.

Atualmente, o Tampinha Legal está presente no Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Em Porto Alegre, conta com o apoio estratégico da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da FIERGS.

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