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COALIZAÇÃO INÉDITA: MANIFESTO NACIONAL REÚNE 22 ENTIDADES EM DEFESA DA CIRCULARIDADE DOS PLÁSTICOS

2 de junho de 2026
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A indústria brasileira lançou nesta terça-feira, 02 de junho, a Coalizão Brasil Circular, movimento formado por 22 entidades representativas de setores estratégicos da economia. A iniciativa defende uma agenda moderna para a economia circular e para o uso responsável dos plásticos, em um momento de avanço das discussões regulatórias no Congresso Nacional e no Executivo sobre restrições e banimentos desses produtos.

A coalizão reúne representantes da indústria de transformação plástica, bebidas, reciclagem, agronegócio, fibras sintéticas, tintas, insumos farmacêuticos e do setor químico. O caráter multissetorial do movimento reforça a proposta de construir uma agenda conjunta baseada em ciência, inovação, sustentabilidade e responsabilidade compartilhada.

No manifesto de lançamento, as entidades defendem que o debate sobre sustentabilidade e gestão de resíduos seja conduzido com base em critérios técnicos, estudos de avaliação de ciclo de vida, neutralidade tecnológica e fortalecimento da infraestrutura de reciclagem. Para o grupo, políticas públicas voltadas à sustentabilidade devem considerar impactos econômicos, capacidade produtiva, infraestrutura disponível e efeitos sociais ao longo de toda a cadeia.

A Coalizão Brasil Circular manifesta apoio ao Projeto de Lei nº 1.874/2022, que institui a Política Nacional de Economia Circular, mas demonstra preocupação com propostas que estabelecem restrições generalizadas ou banimentos de produtos plásticos sem avaliação técnica aprofundada, como o PL 258/2024 e o PL 2524/2022.

Segundo o manifesto, medidas desconectadas da realidade industrial brasileira podem gerar perda de competitividade, aumento de custos, insegurança regulatória e impactos sobre emprego e produção. O documento também destaca que a indústria nacional já avança em descarbonização, inovação e eficiência produtiva, com apoio de uma matriz energética majoritariamente renovável e de investimentos em redesign de produtos, logística reversa, reciclagem mecânica e reciclagem química.

Outro ponto central da iniciativa é a defesa da responsabilidade compartilhada entre indústria, consumidores e poder público. A coalizão também ressalta a necessidade de ampliar a infraestrutura de coleta, triagem e reaproveitamento de resíduos, além de reconhecer a importância da reciclagem para o fortalecimento de cooperativas, a geração de renda e a inclusão produtiva.

Para as entidades signatárias, o Brasil reúne condições relevantes para liderar a transição para modelos produtivos mais sustentáveis, com base industrial robusta, capacidade tecnológica e uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta.

Assinam o manifesto: Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina), Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas), Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Associação Brasileira de Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol), Conselho Federal de Química (CFQ), CropLife Brasil, Instituto Brasileiro do PVC (IBPVC), Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Rio de Janeiro (Simperj), Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia (Sindiplasba), Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim), Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS (Sinplast-RS) e Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para fins Industriais do Estado do Rio de Janeiro (Siquirj).

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