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INTERPLAST 2026 EM SEU TERCEIRO DIA FOCOU EM CONHECIMENTO, QUALIDADE E CIRCULARIDADE

Programação desta quinta-feira reuniu seminários, congresso e workshops, aproximando especialistas, empresas e profissionais das principais transformações da indústria do plástico

A Interplast 2026 encerrou nesta quinta-feira (27) seu terceiro dia de programação com uma agenda concentrada em conhecimento técnico, atualização profissional e discussão sobre os desafios que estão transformando a indústria de transformação do plástico. Nos pavilhões da Expoville, em Joinville, profissionais circularam entre estandes de máquinas, equipamentos, matérias-primas e soluções industriais, enquanto salas de eventos receberam seminários, palestras e debates sobre qualidade, metrologia, circularidade, inovação e inteligência artificial.

Realizada até esta sexta-feira (28), das 13h às 20h, a 13ª edição da Interplast reúne cerca de 400 empresas expositoras e mais de mil marcas, ocupando 25 mil metros quadrados nos três pavilhões da Expoville. A feira apresenta tecnologias para diferentes etapas da cadeia produtiva, da matéria-prima ao produto final, com destaque para automação, injeção, extrusão, reciclagem, moldes, periféricos, controle de processos e eficiência produtiva. A organização trabalha com a expectativa de superar 32 mil visitantes e movimentar mais de R$ 500 milhões em negócios durante o evento e nos 12 meses seguintes.

QUALIDADE E CONTROLE GANHAM ESPAÇO NA INDÚSTRIA

Entre os eventos realizados nesta quinta-feira esteve o Seminário de Metrologia e Controle de Qualidade, promovido pela CSQI, Câmara Setorial para Máquinas, Equipamentos e Instrumentos para Controle de Qualidade, Ensaio e Medição da ABIMAQ. O encontro apresentou soluções de medição, monitoramento e controle aplicadas à indústria de transformação do plástico, abordando aspectos diretamente relacionados à qualidade e ao desempenho dos processos industriais. A programação incluiu temas como índice de fluidez de polímeros e medição confiável de pressão em sistemas e utilidades.

Para Murilo Peixoto, presidente da CSQI, a medição continua sendo uma etapa fundamental para que a indústria consiga acompanhar e gerenciar sua produção. Ao avaliar a participação no evento, ele destacou que a expansão da Interplast também tem sido acompanhada pelo crescimento do público interessado no seminário e defendeu que o conhecimento técnico tradicional permaneça integrado às novas tecnologias. Segundo Peixoto, temas como inteligência artificial, internet das coisas e digitalização ganham espaço, mas não substituem a necessidade de medir corretamente para controlar a qualidade dos produtos e processos.

A discussão mostra uma das características da transformação tecnológica atualmente em curso na indústria: a incorporação de ferramentas digitais depende também de dados confiáveis obtidos no processo produtivo. Sensores, instrumentos de medição, sistemas de monitoramento e análise de parâmetros passam a atuar de forma integrada, permitindo identificar desvios e apoiar decisões dentro das fábricas.

PET ENTRE COMPETITIVIDADE E ECONOMIA CIRCULAR

Outro eixo da programação desta quinta-feira foi o seminário “PET: Competitividade e Circularidade em uma Única Embalagem”, promovido pela ABIPET. O encontro reuniu profissionais e empresas da cadeia de embalagens PET para discutir competitividade, reciclagem, inovação, regulamentação e os caminhos para ampliar a circularidade do material.A programação abordou temas como os avanços da reciclagem química do PET no Mercosul, a adequação das embalagens ao novo Decreto dos Plásticos e os impactos da circularidade na competitividade das empresas. O conteúdo apresentado reforçou que as mudanças regulatórias e as exigências ambientais passam a influenciar diretamente decisões relacionadas ao desenvolvimento, produção e comercialização das embalagens.

O presidente executivo da ABIPET, Auri Marçon, destacou que o atual posicionamento do PET no mercado é resultado de décadas de investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento de demanda tanto para a resina virgem quanto para a reciclada. Na avaliação da entidade, esse processo permite que a embalagem combine características de competitividade industrial com possibilidades de circularidade. A discussão também evidencia a evolução do debate sobre sustentabilidade no setor. Em vez de tratar a reciclagem apenas como uma etapa posterior ao consumo, a indústria passa a incorporar critérios de circularidade ao desenvolvimento de materiais, embalagens, processos produtivos e modelos de negócios.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO CENTRO DO DEBATE INDUSTRIAL

O terceiro dia também marcou a conclusão do 6º Congresso Brasileiro do Plástico, que teve sua primeira realização em Joinville integrada à programação da Interplast. Promovido pelo Instituto SustenPlást, o congresso reuniu profissionais, especialistas e representantes da cadeia produtiva sob o tema “Plásticos: Soluções na Era da Inteligência Artificial”.

Ao longo dos dois dias de programação, o congresso colocou em discussão a relação entre inteligência artificial, transformação digital, sustentabilidade, economia circular, inovação em materiais e competitividade. A proposta foi aproximar o debate técnico e científico das empresas e profissionais que enfrentam diretamente os desafios de produtividade e transformação tecnológica da indústria. O evento teve público estimado em cerca de 500 participantes.

Alfredo Schmitt, presidente do Instituto SustenPlást e do congresso, destacou que levar o evento para dentro da Interplast amplia a proximidade entre o conhecimento produzido por especialistas e a realidade encontrada nas empresas. Para ele, a indústria atravessa uma transformação que reúne inteligência artificial e novas tecnologias ao avanço da economia circular, à inovação em materiais e às mudanças na maneira de produzir e competir.

WORKSHOPS LEVAM TECNOLOGIA PARA A PRÁTICA

A programação técnica foi complementada pelos Workshops dos Expositores, realizados nesta quarta e quinta-feira. Ao todo, foram 35 workshops, com apresentações sobre lançamentos, casos de sucesso, novas tecnologias e aplicações industriais. Os temas passaram por automação, reciclagem, sustentabilidade, matérias-primas, periféricos, moldes, controle de processos e inovação aplicada à produção. Entre os conteúdos apresentados estiveram discussões sobre o uso de resina PCR em embalagens, economia circular, redução de custos e sustentabilidade com tecnologias em polímeros, além de novas aplicações para materiais plásticos. Mais do que complementar a exposição dos estandes, os workshops criaram um espaço para demonstração de aplicações e discussão de problemas concretos enfrentados pelas empresas.

A proposta aproxima fabricantes de tecnologia e usuários finais e permite que profissionais conheçam não apenas o produto, mas também sua aplicação e os resultados que pode proporcionar ao processo industrial.A participação de empresas e profissionais em conteúdos específicos também reforça uma característica da Interplast: a feira funciona simultaneamente como espaço de exposição, negócios e capacitação. As tecnologias apresentadas nos pavilhões encontram nos workshops um ambiente para aprofundamento técnico.

TECNOLOGIA E CONHECIMENTO NO MESMO AMBIENTE

A programação desta quinta-feira reforçou a diversidade de assuntos presentes na Interplast 2026. Enquanto os seminários trataram de questões específicas, como controle de qualidade, metrologia e circularidade das embalagens PET, o congresso ampliou a discussão para mudanças estruturais provocadas pela inteligência artificial e pela transformação digital.

Nos estandes, essa transformação aparece em equipamentos de injeção, extrusão, automação, robótica, sistemas de controle, soluções para reciclagem e tecnologias voltadas à eficiência energética e à redução de perdas. A feira reúne atualmente 325 expositores listados oficialmente no diretório online, enquanto a organização trabalha com cerca de 400 empresas expositoras e mais de mil marcas presentes no evento.

A combinação entre exposição tecnológica e programação de conteúdo também permite observar como diferentes áreas da indústria estão se conectando. Medição e controle fornecem dados para processos mais precisos; automação utiliza esses dados para aumentar a eficiência; inteligência artificial amplia a capacidade de análise; e a economia circular acrescenta novos critérios para materiais e processos.

ÚLTIMO DIA TEM EXPOSIÇÃO E NEGÓCIOS

A Interplast entra nesta sexta-feira (28) em seu último dia de programação. Os pavilhões da Expoville permanecem abertos das 13h às 20h, reunindo empresas e profissionais de toda a cadeia do plástico. A feira é gratuita para profissionais atuantes no setor, mediante credenciamento.

Depois de três dias de atividades, a feira chega à reta final mantendo como principais eixos a apresentação de tecnologias, a geração de negócios e a capacitação profissional. O balanço definitivo de público e negócios ainda depende do encerramento do evento, mas a programação realizada até agora mostra uma indústria que busca avançar simultaneamente em produtividade, automação, qualidade, inovação e sustentabilidade.

Nesta sexta-feira, a expectativa é de mais um dia de circulação de profissionais pelos estandes e de contatos entre fornecedores, compradores e empresas interessadas em novas soluções. Ao completar 25 anos, a Interplast encerra sua 13ª edição colocando no mesmo espaço os desafios atuais e as tecnologias que começam a desenhar os próximos passos da indústria de transformação do plástico.