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Programada para cinco dias de evento, de 5 a 9 de maio, a 5ª edição da Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, a FEIMEC 2026, chega a esta sexta - feira, dia 8, ainda com uma ampla programação pela frente. Realizada em São Paulo, a feira reúne lideranças da indústria, autoridades, empresas, estudantes e profissionais do setor em torno de uma agenda voltada à inovação, competitividade, modernização do parque fabril, transição energética e formação de mão de obra qualificada.

Na cerimônia de abertura no primeiro dia, o presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, Gino Paulucci Jr., destacou que a feira funciona como um retrato do momento vivido pela indústria de máquinas e equipamentos no Brasil. “Atualmente, competitividade industrial não é mais uma escolha, é uma equação construída sobre três pilares: tecnologia para ampliar a capacidade produtiva, eficiência energética para reduzir desperdícios, e escala e gente para tornar tudo isso viável. Empresas que dominam esses três pilares não apenas sobrevivem: elas ditam o ritmo do mercado”, afirmou.

Para ele, o setor demonstra maior capacidade de adaptação diante de um cenário econômico desafiador e passa a tratar a tecnologia como parte central da estratégia de crescimento. “A mensagem é de resiliência e amadurecimento tecnológico”, afirma. Esse amadurecimento aparece na forma como digitalização, eficiência e competitividade internacional deixaram de ser temas isolados e passaram a orientar decisões práticas dentro das empresas.

A FEIMEC também evidencia que a modernização produtiva ganhou um caráter mais concreto e orientado a resultados. Soluções como robôs móveis autônomos, impressão 3D industrial, integração de dados, automação, conectividade e manufatura inteligente aparecem como respostas para empresas que buscam produzir mais, reduzir perdas e tomar decisões com maior precisão. Para Paulucci, “a modernização deixou de ser um projeto isolado de TI ou de chão de fábrica, hoje é uma decisão de sobrevivência competitiva”. Essa visão se reflete no Demonstrador de Soluções Tecnológicas da Indústria 4.0, organizado pela ABIMAQ, com correalização do SENAI-SP, espaço que apresenta aplicações reais de tecnologias industriais em funcionamento.

O cenário econômico, no entanto, ainda impõe obstáculos relevantes ao setor. Juros elevados, crédito mais caro e margens pressionadas seguem influenciando as decisões de investimento, mas a leitura da ABIMAQ é que muitas empresas passaram a responder a esse ambiente com mais eficiência operacional. “Se o custo do capital é alto, você precisa extrair mais resultado de cada real investido”, observa o presidente do conselho. Nesse contexto, tecnologias voltadas à economia de energia, automação de processos repetitivos, redução de refugo e manutenção preditiva passam a representar não apenas inovação, mas instrumentos de ganho de margem e permanência no mercado.

A pauta institucional também teve destaque na abertura. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, abordou os desafios estruturais enfrentados pela indústria brasileira e defendeu a retomada de uma política industrial mais consistente. “Não há desenvolvimento social consistente sem uma base industrial forte. É a indústria que gera emprego, distribui renda e promove inovação. Nosso compromisso é avançar com uma indústria mais competitiva, inovadora e integrada aos mercados internacionais”, disse. O ministro também citou a Nova Indústria Brasil e instrumentos de financiamento e incentivo à inovação como parte do esforço para fortalecer a produção nacional. “O Brasil precisa ter coragem para defender seus interesses, fortalecer sua indústria e ampliar sua presença no comércio internacional”, ressaltou.

A atuação do BNDES no apoio à modernização industrial também esteve entre os temas da cerimônia. O diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco, José Luis Gordon, afirmou que a indústria tem respondido de forma positiva à ampliação de linhas de crédito e instrumentos voltados à inovação, digitalização e renovação do parque fabril. “Mostramos que, quando há instrumentos, há demanda. As empresas querem inovar, se desenvolver e modernizar suas operações”, afirmou. Para ele, o avanço da produtividade passa necessariamente pela atualização tecnológica. “Não há ganho de produtividade sem máquinas modernas. Hoje existe um conjunto robusto de instrumentos para apoiar o investimento industrial, seja em inovação, expansão ou transição energética”, completou.

A competitividade do setor também foi tratada pelo deputado federal Vitor Lippi, presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos. Ele destacou a importância estratégica da indústria de máquinas para o crescimento econômico e para a geração de empregos. “O setor é decisivo para o aumento da produtividade do país. Não conseguimos produzir mais sem máquinas eficientes e inovadoras”, ressaltou Lippi. O parlamentar também mencionou o custo Brasil e avaliou que a reforma tributária pode melhorar o ambiente de negócios ao simplificar processos e reduzir a cumulatividade de impostos.

Além dos debates sobre política industrial, crédito e produtividade, a FEIMEC 2026 chama atenção para a necessidade de aproximar os jovens da indústria. Para Maria Cristina Moreira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Ferramentas, o contato direto com feiras e exposições é uma forma importante de despertar o interesse de novos profissionais. “No universo de inúmeras novas opções profissionais hoje presentes no mercado, a única forma de atrair os jovens para as indústrias de máquinas e equipamentos é o incentivo ao acesso a feiras e exposições, onde terão a oportunidade de observar as inúmeras tecnologias em desenvolvimento pelas diversas indústrias ali presentes”, destacou.

Segundo ela, a maior exigência por qualificação técnica também torna essencial aproximar os estudantes da realidade produtiva. Explicou que indústria necessita exponencialmente mais de mão de obra qualificada e não é ums tarefa fácil pela complexidade dessas formações técnicas."O jovem precisa estudar mais para conseguir uma boa colocação. E as feiras mostram a realidade da indústria, ajudam a criar propósito para que ele queira se especializar e fazer parte desse universo”,explicou Maria Cristina, sobre a inserção dos jovens no mercado industrial.

Ao completar uma década de trajetória, a FEIMEC reforça seu papel como vitrine estratégica para medir o estágio atual da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. Mais do que reunir equipamentos em exposição, o evento se consolida como espaço de conteúdo, relacionamento e geração de negócios, conectando fabricantes, distribuidores, universidades, startups, investidores e decisores da indústria. “A indústria não compra mais hardware pelo hardware. Ela compra soluções, ela compra inteligência, ela compra transformação”, resume Paulucci.

Nesse novo cenário, a sustentabilidade também deixa de aparecer como obrigação paralela e passa a estar incorporada às tecnologias apresentadas, seja por meio de sensores, monitoramento em tempo real, redução de desperdícios ou maior eficiência energética. Em meio à transformação das cadeias produtivas, a FEIMEC 2026 coloca em destaque soluções que respondem às novas exigências da manufatura brasileira.

De acordo com João Alfredo Delgado, Diretor Executivo de Tecnologia da ABIMAQ, o avanço de setores como mobilidade elétrica, manufatura avançada e produção de alta precisão tem levado as fábricas a buscar operações mais flexíveis, seguras e confiáveis, capazes de ampliar produtividade e reduzir falhas em ambientes industriais cada vez mais complexos. “A FEIMEC acompanha esse movimento ao reunir tecnologias e soluções alinhadas aos desafios atuais da manufatura”, explica o Diretor Executivo.

Entre as soluções apresentadas na feira, ganham destaque tecnologias voltadas à automação pneumática, robótica industrial, mobilidade autônoma e manufatura aditiva. A Metal Work leva ao evento sistemas desenvolvidos para aplicações que exigem controle de contaminação e estabilidade, com foco especial na indústria de baterias, impulsionada pela eletrificação e pelo armazenamento de energia.

Já a ABB Robotics apresenta aplicações que reforçam a tendência de fábricas mais adaptáveis, com robôs de pintura, robôs móveis autônomos e impressão 3D industrial. A programação de conteúdo da FEIMEC também acompanha esse movimento, com debates sobre competitividade, inovação, qualificação tecnológica e os caminhos para a modernização da manufatura brasileira.

A Indústria 4.0 tem ampliado seu papel para além do aumento de produtividade e passou a ocupar posição estratégica na busca por operações mais sustentáveis e eficientes. A integração entre sensores, automação e Inteligência Artificial (IA), com análise de dados em tempo real, vem permitindo reduzir desperdícios, otimizar recursos e tornar as fábricas energeticamente mais inteligentes. Um dos principais avanços está na eficiência energética, já que sistemas conectados conseguem acionar máquinas apenas quando necessário, evitando consumo excessivo.

Segundo João Alfredo Delgado, soluções desse tipo já geraram resultados expressivos, como uma economia de cerca de 30% no consumo de energia em uma máquina de fabricação de embalagens, além de aplicações em logística reversa e rastreamento com blockchain. Essas tendências ganham destaque na FEIMEC, que reúne empresas e debates voltados ao futuro da manufatura. O evento conta com uma programação até o dia de amanhã, dia 9 de maio, e com várias temáticas pela frente.

Por João Alfredo Delgado

A indústria brasileira vive um momento de crescimento consistente e de fortalecimento estratégico. Após registrar expansão real de 7,3% no faturamento em 2025, segundo dados da ABIMAQ, o setor entra em 2026 com foco em consolidar ganhos, integrar tecnologia, otimizar processos e ampliar a competitividade de forma sustentável. O ciclo atual vai além da modernização de equipamentos. Ele representa a consolidação de uma nova maturidade industrial e digital, na qual tecnologia, processos, gestão e capital humano caminham de forma integrada.

A automação já é realidade em diversos segmentos, mas o verdadeiro diferencial competitivo está na capacidade de transformar dados em inteligência, conectar o chão de fábrica à estratégia, digitalizar fluxos operacionais e promover decisões mais ágeis e assertivas. Os investimentos projetados para 2026 confirmam essa visão de longo prazo. A modernização tecnológica lidera as prioridades, concentrando 36,4% dos R$ 10 bilhões previstos. A ampliação da capacidade produtiva representa 34,4%, enquanto a reposição de máquinas responde por 22,6%.

Trata-se de um movimento que reforça a evolução estrutural do setor. É natural que as empresas estejam em diferentes estágios de maturidade. Essa diversidade reflete a dinâmica do mercado e cria oportunidades para um avanço equilibrado, no qual cada companhia evolui de acordo com sua realidade e estratégia. O fortalecimento tecnológico passa não apenas pela aquisição de equipamentos modernos, mas também pela integração de sistemas, revisão contínua de processos produtivos, otimização de fluxos e construção de competências internas. 

A expressiva movimentação no comércio internacional de máquinas demonstra o apetite da indústria por inovação. Ao mesmo tempo, abre espaço para ampliar o desenvolvimento tecnológico local, fortalecer parcerias estratégicas e estimular soluções que agreguem valor à produção nacional. Há oportunidades relevantes para ampliar ganhos de produtividade por meio da integração de cadeias produtivas, da adoção de tecnologias digitais de forma estruturada e da articulação entre indústria, centros de pesquisa e formação técnica. Outro vetor essencial dessa transformação é o capital humano, ancorado na geração de mais de 15 mil empregos em 2025.

A qualificação profissional contínua torna-se elemento central para garantir que empresas de todos os portes possam aproveitar plenamente os benefícios da digitalização, incorporando novas competências técnicas e gerenciais alinhadas às demandas da indústria conectada. Além disso, a adoção de métricas claras, indicadores de desempenho e modelos de governança orientados a resultados contribui para que investimentos em tecnologia se traduzam em ganhos efetivos de produtividade e eficiência operacional.

Quando tecnologia, processos, pessoas e gestão estão alinhados, a maturidade industrial deixa de ser um objetivo abstrato e passa a ser um diferencial competitivo concreto. Esse avanço fortalece a competitividade da indústria brasileira e amplia sua capacidade de competir nos mercados globais. Um ambiente industrial mais integrado e orientado por dados reduz assimetrias, amplia a capacidade de resposta e fortalece a inserção internacional do setor de máquinas e equipamentos. O Brasil já demonstrou sua capacidade de investir e inovar. O desafio, e a oportunidade, da próxima década é consolidar um ambiente de evolução coordenada, no qual empresas de diferentes portes avancem de forma integrada, ampliando competitividade, qualificação profissional e inteligência na tomada de decisão, fortalecendo todo o ecossistema industrial. 

Mais do que incorporar novas máquinas, a indústria brasileira consolida uma visão estratégica baseada em integração, eficiência e inteligência. É assim que o setor constrói um futuro mais inovador, produtivo e sustentável — e preparado para competir em alto nível no cenário global. Ambientes de troca tecnológica e conexão entre fabricantes, fornecedores e especialistas aceleram essa evolução e ampliam a capacidade da indústria brasileira de inovar, crescer e competir globalmente. 

Por João Alfredo Delgado, Diretor Executivo de Tecnologia da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos)

Evento ocorrerá entre 24 e 28 de março, no São Paulo Expo, e deve reunir 57 mil pessoas que atuam na cadeia de transformação do plástico

A Informa Markets, promotora e organizadora da feira internacional Plástico Brasil, abriu o credenciamento para visitantes. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site do evento.  A quarta edição da feira reunirá mais de mil marcas expositoras. "A indústria de transformação do plástico tem buscado ampliar sua eficiência e a inovação na cadeia tem contribuído para este movimento. Por isso, ao longo da Plástico Brasil deste ano, players do Brasil e de diferentes países vão apresentar suas tecnologias e novidades para o mercado", comenta Liliane Bortoluci, diretora da Plástico Brasil. 

Para 2025, a organização da feira espera receber a visitação de 57 mil visitantes. O encontro é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). 

“A Plástico Brasil se consolidou como um dos principais encontros do setor para networking e realização de negócio, além de uma importante aproximação do setor com a academia, por meio de parcerias com as universidades”, destaca Liliane. 

Por ser um evento de negócios, não é permitida a entrada de menores de 16 anos, mesmo que acompanhados dos pais e/ou responsáveis. Neste caso, a exceção são alunos de escolas técnicas, com idade acima de 14 anos e credenciados pela respectiva instituição, que poderão participar do evento em grupos, sob supervisão de professores. Além disso, crianças de colo e em fase de aleitamento materno também têm permissão para acessar o evento com os responsáveis. 

SOBRE A PLÁSTICO BRASIL:

Promovida pela Informa Markets, a Feira Plástico Brasil é um evento que reúne tecnologias inovadoras e lançamentos destinados aos profissionais da indústria de transformação do plástico. Em sua quarta edição, que será realizada do dia 24 a 28 de março de 2025, estarão presentes mais de mil marcas, nacionais e internacionais, das áreas da construção civil, indústrias de alimentos e bebidas, automobilística, perfumaria, higiene e limpeza, entre outros. A Plástico Brasil é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). 

 

A ABIMAQ divulgou durante a Feira Plástico Brasil os indicadores conjunturais do mês passado da entidade. É possível perceber nos dados um aumento no número de exportações neste começo de 2023 em 24,5%, comparado a Fevereiro do ano passado. Neste ano, o valor exportado girou em torno de US$1,1 bilhão no segundo mês do ano.

Segundo a Abimaq, "este resultado reforça o bom momento atravessado pela parte exportadora do setor de máquinas equipamentos". A última vez em que as exportações ultrapassavam de US$1 bilhão havia sido somente em 2012, antes da crise financeira nacional.

Foi possível perceber também que desde o início da pandemia, a indústria de máquinas vem se recuperando muito bem. Houve um aumento em exportações com uma diferença de cerca de US$500 milhões. Isso se deve à maior empregabilidade que vem crescendo mutuamente com as finanças. Foram gerados 95 mil empregos de fevereiro de 2020 até fevereiro de 2023.

A América do Norte, depois da crise da Covid-19, agora é o principal destino das entregas com 34% dos destinos gerais, após ultrapassar a América do Sul que era predominante nos últimos anos como a principal receptora dos produtos. Em janeiro de fevereiro de 2022, a empresa vendia US$482 milhões e, em 2023, passou a vender US$714 milhões, o que representou um aumento de 48,3%. A América do Sul tem 33,7% das exportações, a Europa com 16,0% e os demais continentes com 16,3%.

Os dados foram coletados na coletiva de imprensa da Feira Plástico Brasil, que acontece nos dias 27 a 31 de março.

A cadeia produtiva dos plásticos na Alemanha, berço da feira K 2022, considerada um dos encontros mais relevantes do mundo para os segmentos de plásticos e borracha, tem percebido uma substancial diminuição na quantidade de novos profissionais qualificados, voltados ao segmento.

Segundo entrevista do diretor geral da Associação Alemã de Máquinas para Plásticos e Borrachas -VDMA-, Thorsten Kühmann, a entidade apurou que 77% das empresas deste segmento estão à procura de mão de obra especializada, 27% dessas empresas já descrevem a escassez de trabalhadores qualificados como um problema grave para o setor e quase 1/3 dos entrevistados teme que a situação piore nos próximos meses. 

Falta de atratividade

As razões desse cenário, na avaliação de Kühmann, passam pela mudança demográfica, uma vez que, na Alemanha, mais pessoas estão se aposentando do que jovens entrando no mercado de trabalho. Outro fator, segundo ele, passa pelo crescimento da engenharia mecânica nos últimos anos, o que demanda maior quantidade de profissionais. 

Um dos motivos de maior atenção é que o segmento dos plásticos deixou de ser atrativo aos jovens pela imagem negativa frente à sustentabilidade. "Somos uma indústria em crescimento, uma indústria do futuro. A produção de plásticos aumentará significativamente em todo o mundo nos próximos anos", afirma Kühmann. E completa: "Precisamos de uma ação orquestrada em nosso setor para melhorarmos nossa imagem junto aos jovens. Todos os elos da cadeia de valor do plástico devem estar envolvidos, desde os fabricantes até a engenharia mecânica, desde os recicladores até os usuários. Temos grande potencial de crescimento, mas precisamos unir esforços". 

Esse e outros importantes temas para a cadeia produtiva dos plásticos estarão em pauta na edição 2023 da Plástico Brasil - Feira Internacional do Plástico, que será realizada no São Paulo Expo, entre os dias 27 e 31 de março de 2023. "Traremos ao evento os principais players, nacionais e internacionais, para debaterem o crescimento desta indústria, baseado em circularidade, sustentabilidade e tecnologia", afirma a show director do evento, Liliane Bortoluci.

Além das áreas exclusivas para conteúdo, a Plástico Brasil 2023 contará com 40.000 m² de exposição, em que estarão reunidas mais de 800 marcas brasileiras e internacionais para apresentarem seus produtos e soluções inovadores, promovendo a sinergia com profissionais e visitantes. O mercado poderá conhecer o que há de mais novo em tecnologias e soluções em produtos básicos e matérias-primas, maquinários, equipamentos e acessórios, ferramentas e moldes, resinas sintéticas, processadores de plásticos, instrumentação, controle e automação industrial, robótica, projetos e serviços técnicos, reciclagem, entre outros. Para tanto são esperadas empresas do Brasil, Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, China, Estados Unidos, Hungria, Índia, Itália, Israel, México, Portugal, Suécia, Suíça, Taiwan e Turquia. 

"Passamos pelo período de pandemia reunidos com a cadeia produtiva por meio de ações, webinars, congressos e atividades online e, neste ano, teremos a felicidade de nos encontrarmos novamente, dessa vez de forma presencial, para validar essa conexão e reforçar a importância desse como o principal evento catalisador de inovações e palco para promover networking e gerar negócios efetivamente", completa Liliane Bortoluci.

O principal evento da transformação

A Plástico Brasil já se consolidou como o mais importante ponto de encontro para o setor, promovendo networking e a realização de negócios. Isso porque reúne os principais players das indústrias de transformação de plásticos, da borracha, construção civil, alimentos e bebidas, automóveis e autopeças, perfumaria, higiene e limpeza. 

O fato de ser o principal palco de exposições da cadeia completa da transformação do plástico, aproximando a oferta da demanda, a feira atrai um contingente de profissionais altamente especializado. Em 2019, na última edição presencial antes da pandemia, o perfil dos visitantes do evento foi composto predominantemente por representantes das indústrias de processamento de plástico, embalagem, metalurgia, setor automotivo e de autopeças, eletrônico, petroquímico, equipamentos de construção, alimentos e bebidas e reciclagem. 

Segundo Liliane Bortoluci, para a edição de 2023 são esperados mais de 45 mil visitantes de alta qualificação "Na última edição, por exemplo, mais de 80% desses visitantes eram tomadores de decisão em busca de novos fornecedores, oportunidades de compra e possibilidades de investimentos", conta Liliane Bortoluci.

A Plástico Brasil é uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), além das principais entidades do setor, com realização da Informa Markets. O evento conta com o apoio da ABDI, ABEEÓLICA, ABIEA, ABINFER, ABNT, ABPOL, ABRAVA, ALMACO, ANFAVEA, I.A.R, FIEB, FIER, SIAPB, SINDIBOR, ABIARB, PNEUSHOW, EXPOBOR e VDI.

3ª Plástico Brasil - Feira Internacional do Plástico 

Data: de 27 a 31 de março de 2023 - Horário: Das 10 às 19 horas.

Local:  São Paulo Expo - Exhibition & Convention Center.

Promoção e Organização: Informa Markets LATAM

Sobre a Plástico Brasil: Clique aqui

Veja a lista completa dos expositores 2023: Clique aqui 

Garanta já a sua credencial: Clique aqui

O Brasil tem superado os desafios com burocracia e logística dos anos mais recentes. Detentor da nona economia mundial com um PIB de US$1,87 trilhões, o setor de máquinas e equipamentos exportou um total de US$5,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, um volume 29% superior ao mesmo período de 2021.

Desse total, em 2022 os Estados Unidos importaram US$1,4 bilhão, um crescimento de 18% na comparação com o primeiro semestre de 2021. Entre os principais segmentos importados estão Máquinas Rodoviárias (40,1%); Motores e Grupos Geradores (15,4%) e Equipamentos Navais, Offshore e Onshore (8,3%).

Além da conjuntura internacional com uma combinação de fatores como tecnologia, economia e geopolítica, o que mudou exatamente?

Para estimular as exportações e aproximar o mercado estrangeiro dos fornecedores nacionais, órgãos de economia mista, associações de classe e o governo brasileiro vêm criando iniciativas de sucesso. Programas como o BMS – Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a ApexBrasil e ABIMAQ, têm promovido empresas brasileiras ao organizar missões empresariais e patrocinar suas participações nos principais eventos internacionais.   

Somente no primeiro semestre de 2021 foram 13 eventos em setores como o agrícola, avícola, metal-mecânico, têxtil, alimentício, plásticos e de mineração.

Patrícia Gomes, Diretora de Mercado Externo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) explica: “Ações como as apoiadas pelo Brazil Machinery Solutions são bastante estratégicas pois demonstram a importância do comércio exterior como parte determinante da política externa brasileira. O BMS tem apostado em feiras, no desenvolvimento de estudos de mercado e em rodadas de negócios, aproveitando a demanda por participações internacionais e a mobilidade internacional facilitada. O incentivo às exportações - incluindo as pequenas e médias empresas do setor que são as principais responsáveis pela geração de emprego no país - traz resultados importantes à economia”.

A Argenplás, feira internacional do plástico, acontece entre 06 e 09 de junho, em Buenos Aires, na Argentina. O evento conta com mais de 180 expositores da Argentina e 10 outros países, que apresentarão seus produtos para um público estimado em 18 mil profissionais. O foco deste ano será a economia circular, inovação e meio ambiente. Por meio do Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), fruto da parceria entre ApexBrasil e ABIMAQ, 15 empresas brasileiras foram selecionadas para participar da feira.

O evento acontece a cada dois anos e é destinado aos setores de máquinas e equipamentos, automação e controle de qualidade, moldes e ferramentas, matérias primas e produtos químicos, borracha, transformadores de plástico, produtos terminados e semielaborados, meio-ambiente e reciclagem, além de entidades, associações, bancos, serviços e revistas técnicas.

Com o objetivo de fortalecer a imagem do Brasil como fabricante de bens de capital mecânico com tecnologia e competitividade, os expositores brasileiros levarão diversos produtos e novidades ao evento. A participação das companhias é promovida pelo BMS, que dispõe de um estande coletivo para exposição de seus lançamentos.

Uma das empresas participantes é a Piovan, multinacional que opera em todos os países da América do Sul e participa da Argenplás desde 2006. Nesta edição, a companhia apresentará produtos voltados a sistemas de alimentação, dosagem e desumidificação. Entre eles estão os Alimentadores Easy 3 System, que trazem um novo conceito em alimentação de materiais e controle centralizado, disponível em três versões de receptores. A gama inclui versões especiais para o tratamento de materiais em alta temperatura ou abrasivos, e é construído em aço inoxidável.

Outro lançamento da Piovan é o Dosador Gravimétrico MDW 150, uma unidade dosadora gravimétrica equipada com guilhotina pneumática ou rosca dosadora. O produto dosa até seis tipos de materiais granulados. O dosador é considerado ideal para ser aplicado a processos de injeção, sopro e extrusão. Seus benefícios incluem configuração customizada, dosagem precisa e alta repetibilidade do processo e mistura homogênea a cada batch.

A Mecalor, empresa líder em soluções de engenharia térmica ao desenvolver chillers para diversos segmentos da indústria, vai expor três produtos. Trata-se de chillers com tecnologia de ponta para aplicação pela indústria de plástico local. Um Chiller convencional com capacidade de 3 TRs, outro de 5 TRs e um terceiro de 10 TRs. Todos esses equipamentos são importantes para a refrigeração do processo industrial da transformação do plástico.

A empresa também vai aproveitar a feira para divulgar o Chiller Turbocor, que proporciona maior eficiência energética por causa da tecnologia do compressor centrífugo de mancal magnético livre de óleo.

Fundada em 1960, a Mecalor atua no mercado externo há cerca de 20 anos. Atualmente a companhia exporta cerca de 20% da sua produção. Esse percentual vem aumentando ao longo dos anos devido a um trabalho comercial ativo nos mercados latino-americanos, com destaque para a filial do México, inaugurada em 2019.

NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Dentre os maiores importadores de máquinas e equipamentos para a indústria do plástico, embalagem e impressão, encontram-se os Estados Unidos, a Argentina e o Peru. Em 2021, os Estados Unidos importaram 16% dos maquinários brasileiros, um total de US$15 milhões. No mesmo período, a Argentina teve uma participação de 15%, com US$14,1 milhões. Já o Peru importou US$7,6 milhões ao longo do ano.

Outros países que se destacam na negociação de maquinários brasileiros para o setor são o Reino Unido, que entre 2020 e 2021 teve uma variação de 79,6% no total de suas importações, com US$7,3 milhões; e o Chile, que no ano passado movimentou ao todo US$6,4 milhões.

Sobre o Brazil Machinery Solutions - Fruto da parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), o Programa Brazil Machinery Solutions visa a promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, assim como fortalecer a imagem do Brasil como fabricante de bens de capital mecânico com tecnologia e competitividade. O Programa BMS possui atualmente mais de 200 membros, entre indústrias de diversos setores, como o agrícola, têxtil, de mineração, plástico, embalagens, entre outros. Até outubro de 2021, as empresas associadas ao Programa BMS registraram exportações para 160 países. Mais informações: www.brazilmachinery.com

Sobre a ABIMAQ - A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) foi fundada em 1937, com o objetivo de atuar em favor do fortalecimento da indústria nacional, mobilizando o setor, realizando ações junto às instâncias políticas e econômicas, estimulando o comércio e a cooperação internacionais e contribuindo para aprimorar seu desempenho em termos de tecnologia, capacitação de recursos humanos e modernização gerencial. Mais informações: www.abimaq.org.br

Sobre a ApexBrasil - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tem a missão de desenvolver a competitividade das empresas brasileiras, promovendo a internacionalização dos seus negócios e a atração de investimentos estrangeiros diretos. Em parceria com entidades setoriais, a Agência organiza ações de promoção comercial, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros para conhecer a estrutura produtiva brasileira. Também coordena os esforços de atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o País, trabalhando na identificação de oportunidades de negócios e na promoção de eventos estratégicos e garantindo apoio ao investidor estrangeiro durante todo o processo no Brasil. Mais informações: www.apexbrasil.com.br

O momento é este! Tanto a nível federal quanto no âmbito estadual, urge que os gestores públicos finalmente equacionem e desonerem a mais relevante componente do “Custo Brasil” (estudo ABIMAQ) e do “Custo RS” (estudo FIERGS): nosso caótico, complexo, disfuncional e injusto sistema tributário! Felizmente o tema tem sido destaque nas agendas do Congresso e do Governo Nacional, com desdobramentos em alguns estados, como o RS, SP e MT. Portanto, parabéns ao Governador Eduardo Leite por “colocar a bola em jogo”, ao propor uma reforma estadual que traz inúmeras melhorias para alguns problemas crônicos que drenam a competitividade da nossa economia.

Dentre os pontos positivos, temos o mesmo contido otimismo da FIERGS, visto que vários dependem de aprovação unânime pelo CONFAZ*: retorno das alíquotas provisórias aos patamares anteriores aos da majoração, redução da alíquota efetiva nas compras internas para 12 %, simplificação e redistribuição da carga tributária, redução do prazo de creditamento do ICMS dos bens de capital*, redução da cumulatividade dos impostos mediante aproveitamento de créditos de “uso e consumo”*, avanços na devolução dos saldos credores de exportação*, entre outras medidas que trazem competitividade para a economia gaúcha!

Por outro lado, é evidente e inegável que a proposta aumenta a carga tributária prevista para 2021, o que, definitivamente, a sociedade gaúcha não pode aceitar. Urge, portanto, que seus excessos, distorções e omissões sejam ajustadas pela Assembleia Legislativa. Dentre estes, destacam-se:

Ao longo das últimas semanas foram realizadas inúmeras audiências públicas e debates. A maioria das entidades ligadas ao setor terciário assim como algumas que representam produtores e indústrias mais voltadas para o consumo – cujas empresas, em sua grande maioria, são tributadas pelo Simples - se consideram prejudicadas e parecer ser totalmente contra a reforma. Estes setores, seus empresários e representantes na AL parecem não se dar conta ou, por questões políticas, não querem se dar conta que:

* nota técnica publicada em jun/2020 pelo CCiF estimou o aumento do PIB potencial de longo prazo brasileiro em quase 40 % (!), caso as reformas tributárias federal, estadual e municipal sejam implementadas.

É chegado o momento de escolher. Nossos Deputados Estaduais e o Governador tem algumas opções...

Apelo para que os representantes dos poderes legislativo e executivo “sentem para negociar”! Enquanto não forem implementadas as reformas tributária e administrativa de acordo com as melhores práticas internacionais, o futuro dos gaúchos e gaúchas seguirá comprometido, limitado e inferior ao seu real potencial.

*Mathias Elter é engenheiro e empresário industrial gaúcho

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