A cidade de Joinville (SC) receberá, nos dias 26 e 27 de agosto, a sexta edição do Congresso Brasileiro do Plástico (6CBP), um dos principais fóruns nacionais voltados à discussão dos desafios e oportunidades da indústria de transformação do plástico. Promovido pelo Instituto SustenPlást, o evento integra a programação da Interplast 2026 e reunirá especialistas, pesquisadores, empresários e representantes de diferentes segmentos para debater temas estratégicos como economia circular, inovação, sustentabilidade e competitividade.
A proposta do congresso é promover um ambiente de troca de conhecimento e experiências sobre as transformações que vêm redefinindo a cadeia produtiva do plástico, apresentando soluções que conciliam desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e avanços tecnológicos.
Entre os destaques da programação está o Tampinha Legal, iniciativa do Instituto SustenPlást que completa dez anos de atuação em 2026. Reconhecido como o maior programa de caráter educativo em economia circular da indústria de transformação do plástico nas Américas, o projeto será apresentado como um exemplo prático de como conceitos discutidos no congresso já vêm sendo aplicados com resultados concretos.
Ao longo da última década, o programa arrecadou mais de 1,1 bilhão de tampinhas plásticas, destinou corretamente cerca de 2.090 toneladas de material para reciclagem e promoveu a circulação desses resíduos dentro da cadeia produtiva. A iniciativa também já repassou R$ 5,29 milhões para 519 entidades assistenciais, beneficiando projetos sociais em diferentes regiões do país e mobilizando milhares de pessoas em dez estados brasileiros.
Antes da abertura oficial do congresso, no dia 25 de agosto, será realizada a formação dos Embaixadores Tampinha Legal, ação que reunirá representantes de diversos estados com o objetivo de ampliar a rede de multiplicadores do programa e fortalecer ações de educação socioambiental. Nos dias seguintes, os participantes acompanharão a programação do Congresso Brasileiro do Plástico e da Interplast, integrando conhecimento técnico, inovação e impacto social.
Para a gerente do Instituto SustenPlást, Simara Souza, o congresso representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre os desafios da economia circular e incentivar a construção de soluções colaborativas para o setor. “A transformação do setor passa pela construção de conhecimento e pelo compartilhamento de experiências. O Congresso Brasileiro do Plástico reúne diferentes perspectivas para discutir inovação, sustentabilidade e competitividade, mostrando que a economia circular depende da colaboração entre indústria, academia, poder público e sociedade,” ela destaca.
Segundo ela, a transformação da indústria depende da produção e compartilhamento de conhecimento, reunindo diferentes perspectivas para discutir inovação, sustentabilidade e competitividade. Simara destaca ainda que a economia circular somente avança com a participação conjunta da indústria, da academia, do poder público e da sociedade.
A gerente também ressalta que iniciativas como o Tampinha Legal demonstram que muitas das soluções debatidas no congresso já fazem parte da realidade. Na avaliação dela, a união entre conhecimento, educação socioambiental e mobilização social permite transformar conceitos em ações capazes de gerar benefícios ambientais e sociais.