
Iniciativas em diferentes unidades industriais já respondem por uma redução superior a 1,2 milhão de toneladas de CO₂e por ano, segundo a companhia
A indústria química vem ampliando a adoção de medidas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa, em um movimento que combina mudanças na matriz energética, eletrificação de processos e ganhos de eficiência. Nesse contexto, a Braskem informa ter alcançado mais de dois terços da meta estabelecida para reduzir em 15% as emissões absolutas de suas operações até 2030.
Segundo a companhia, as iniciativas já implantadas no âmbito de seu Programa de Descarbonização Industrial representam uma redução superior a 1,2 milhão de toneladas de CO₂e por ano. O programa, criado em 2021, reúne ações de gestão climática e projetos direcionados à eficiência energética, eletrificação e substituição de fontes de energia. A estratégia também considera mecanismos de precificação interna de carbono para apoiar decisões de investimento e a definição de prioridades.
De acordo com a empresa, a redução das emissões vem sendo associada à modernização de ativos industriais e à busca por maior eficiência operacional. “A descarbonização não é uma agenda futura para a Braskem. Ela já está acontecendo nas nossas operações, por meio de projetos que reduzem emissões, aumentam a eficiência energética e fortalecem a competitividade do negócio. Nosso foco é acelerar soluções capazes de gerar valor ambiental e econômico ao mesmo tempo“, explica Gustavo Checcucci, Diretor de Energia e Descarbonização Industrial da Braskem.
Entre as iniciativas já realizadas está o Projeto Vesta, no ABC Paulista. O projeto substituiu turbinas a vapor por motores elétricos de alto rendimento, apoiados por uma central de cogeração alimentada por gás residual rico em hidrogênio. Segundo os dados apresentados pela companhia, a mudança reduziu aproximadamente 100 mil toneladas de CO₂e por ano e proporcionou ganhos de 7,3% na eficiência energética, além de uma redução de 11% no consumo de água da unidade.
Em Paulínia, também no Estado de São Paulo, está prevista para 2027 a entrada em operação de uma caldeira alimentada por energia elétrica renovável. A expectativa informada pela empresa é de uma redução de aproximadamente 65% nas emissões de CO₂e associadas ao equipamento, que substituirá parte do vapor atualmente produzido com combustíveis fósseis.
No Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, a companhia iniciou o uso de biometano para substituir parcialmente o gás natural empregado nas operações. O combustível é fornecido pela Ultragaz e produzido a partir de resíduos orgânicos provenientes do aterro de Minas do Leão. Segundo a empresa, a iniciativa também poderá servir como referência para possíveis aplicações em outras unidades.
Outro projeto envolve a unidade de PVC localizada em Marechal Deodoro, em Alagoas. A operação deixou de utilizar gás natural fóssil para a produção de vapor e passou a utilizar biomassa de eucalipto. A eletrificação do processo também contribuiu para o ganho de eficiência, com a substituição de uma turbina com eficiência de aproximadamente 20% por um motor com eficiência superior a 90%.
De acordo com os dados divulgados, a iniciativa em Alagoas representa uma redução de aproximadamente 150 mil toneladas de CO₂e por ano, equivalente a cerca de 30% das emissões de gases de efeito estufa da empresa no Estado em comparação com 2020.
Os projetos mostram diferentes caminhos adotados dentro do programa, que combina substituição de equipamentos, eletrificação, uso de fontes renováveis e aproveitamento energético de diferentes insumos. A empresa afirma que essas iniciativas integram uma estratégia operacional de longo prazo para reduzir emissões sem dissociar as mudanças ambientais dos resultados relacionados à eficiência dos processos. “A descarbonização faz parte da estratégia operacional da companhia. Os resultados já alcançados mostram que é possível avançar na transição energética de forma consistente e com retorno para o negócio“, completa Checcucci.

