
A Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (ABINT) iniciou, em 26 de setembro de 2026, um novo ciclo de gestão para o biênio 2026-2028. Mateus Mesquita Inacio, executivo da Fitesa, permanece na presidência da entidade, enquanto Fabrício Zambotto, da Maccaferri, continua na vice-presidência. “Temos atuado fortemente para manter o protagonismo da cadeia de valor dos Nãotecidos e Tecidos Técnicos, buscando apoiar o mercado nacional diante dos imensos desafios do ambiente de negócios, de forma global”, afirma Mateus Inacio.
A composição da nova diretoria mantém nomes que já participavam da condução da associação e incorpora a continuidade de uma agenda voltada ao fortalecimento da cadeia de valor de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, com foco em competitividade, inovação, qualidade e desenvolvimento do mercado. A entidade também atua na promoção e no apoio ao desenvolvimento do setor e ao crescimento das aplicações desses produtos em diferentes áreas da economia.
A atuação da associação ocorre em uma cadeia que fornece materiais para segmentos como automotivo, construção e infraestrutura, higiene pessoal, médico hospitalar e agricultura. Segundo dados apresentados pela própria ABINT, mais de 100 indústrias atuam no país, empregando mais de 17 mil pessoas e produzindo mais de 300 mil toneladas por ano. Nos últimos cinco anos, o setor investiu mais de R$ 600 milhões em ampliação de capacidade e inovação.
COMPETITIVIDADE SEGUE NO CENTRO DA AGENDA
A competitividade da indústria nacional aparece como um dos principais temas da agenda da ABINT para o setor. Em artigo publicado no site da entidade em março de 2026, Mateus Inacio apontou desafios relacionados ao aumento das importações de Nãotecidos, Tecidos Técnicos e produtos acabados, além de questões associadas ao custo Brasil.
Entre os fatores citados estão a variação cambial, a dificuldade de acesso ao crédito, a infraestrutura logística e a burocracia relacionada à importação de máquinas e equipamentos. A entidade também destaca a necessidade de modernização da base de ativos da indústria para preservar a competitividade e a capacidade de investimento do setor.
Em outro levantamento divulgado pela ABINT, a entidade informou que, em 2024, cerca de 100 empresas empregaram 17 mil pessoas e produziram mais de 370 mil toneladas de Nãotecidos e Tecidos Técnicos. O mesmo levantamento apontou que o crescimento das importações superou o avanço da demanda naquele ano.
A ABINT também desenvolveu o White Paper “Estratégia de Competitividade Sistêmica do Setor de Nãotecidos e Tecidos Técnicos”, estudo que mapeou desafios e oportunidades da indústria e serviu como referência para a definição de prioridades estratégicas da entidade.
INOVAÇÃO, QUALIDADE E DESENVOLVIMENTO
Além da defesa da competitividade, a associação mantém uma atuação voltada à divulgação das características e aplicações dos Nãotecidos e Tecidos Técnicos. A ABINT possui iniciativas relacionadas à educação e tecnologia, inteligência de mercado, normatização brasileira e promoção dos produtos e de suas aplicações. A entidade também mantém comitês técnicos dedicados a áreas específicas, ampliando a atuação da cadeia em temas relacionados à qualidade, desenvolvimento e aplicação dos materiais.
No campo das publicações técnicas, a associação disponibiliza materiais sobre classificação, identificação e aplicações de Nãotecidos, têxteis técnicos, agrotêxteis e produtos médicos, além de estudos e guias relacionados à normalização. A sustentabilidade também integra a agenda do setor. Em junho de 2026, a ABINT destacou o papel da indústria de Nãotecidos e Tecidos Técnicos na economia circular e no uso de matérias-primas recicladas.
Segundo dados apresentados pela entidade com base em informações da Associação Brasileira da Indústria do PET, o Brasil recicla cerca de 410 mil toneladas de garrafas PET por ano. Aproximadamente 24% desse volume são destinados ao setor de Nãotecidos, o equivalente a mais de 100 mil toneladas anuais, considerando os dados de 2024. Para a ABINT, a utilização de fibras de poliéster reciclado em larga escala reforça a participação do setor nas discussões relacionadas à economia circular, inovação e responsabilidade ambiental.
NOVO MANDATO
Para o biênio 2026-2028, a diretoria da ABINT ficou composta da seguinte forma:
Presidente: Mateus Mesquita Inacio, Fitesa
Vice-presidente: Fabrício Zambotto, Maccaferri
Diretora financeira: Nivea Maria Furlan, Fibertex
Vice-diretor financeiro: Alexandre de Paulo Kiyota, Suominen
Diretor: Maurizio Sampaio Angeletti, Texfyt
Diretor: Paulo Sergio Parolin, Scavone
Diretor: Silvio Luis Palma, Ober
Conselheiros: Daniel Locks, Freudenberg, e Edson Basseto, Basseto Representações.
Ao comentar o início do novo mandato, Mateus Inacio reforçou a perspectiva de continuidade do trabalho desenvolvido pela entidade. “Seguimos confiantes no potencial das nossas associadas e seguiremos visando a contribuição do setor para o desenvolvimento econômico do país através de suas operações, e através de seus produtos para a qualidade de vida da população”, afirma.
A nova gestão assume, assim, a condução de uma entidade que atua na representação de uma cadeia industrial diversificada e que tem colocado competitividade, inovação, qualidade e sustentabilidade entre os principais pontos de sua agenda.

