Por Alex Duarte
A busca por soluções sustentáveis tem impulsionado uma transformação profunda na indústria petroquímica e, dentre os avanços, está a ascensão dos bioplásticos. Eles são plásticos produzidos a partir de fontes renováveis — como milho, beterraba e, principalmente, no caso brasileiro, a cana-de-açúcar —, o que permite a captura de CO₂ da atmosfera em seu processo produtivo, resultando em polímeros com uma pegada de carbono reduzida ou até mesmo negativa.
Tal vantagem tem feito o uso dos bioplásticos ser uma opção cada vez mais escolhida pelas companhias que incentivam a sustentabilidade.A Braskem, ao longo dos últimos anos, incentivou a construção de uma estratégia nesta direção. Em 2010, começou a produzir polietileno a partir do etanol da cana-de-açúcar, na planta industrial de Triunfo, no Rio Grande do Sul. E foi além. A companhia desenvolveu também o EVA e a cera de polietileno I’m green™ bio-based, o que tornou seu portfólio mais completo e ideal para quem busca a redução das emissões de gases de efeito estufa, já que há a utilização de matérias-primas renováveis, no lugar de derivados de petróleo.
O polietileno I’m green™ bio-based é adequado para inúmeras aplicações rígidas e flexíveis. Alguns exemplos de uso são: no setor de alimentos e bebidas, além dos produtos de limpeza e brinquedos. Já o EVA I’m green™ bio-based é comumente utilizado em artigos esportivos, calçados e brinquedos, bem como em jogos educativos. E a cera de polietileno é uma opção para diversos setores, também inclusa no portfólio da Braskem, e tem como principais aplicações adesivos, cosméticos, tintas e compostos.
Fortes resultadosUma das principais vantagens das resinas I’m green™ bio-based é que são soluções drop-in, ou seja, possuem as mesmas propriedades de um PE tradicional, de origem fóssil. Tais resinas conseguem manter todas as características técnicas e de processabilidade sem comprometer o desempenho ou a qualidade dos produtos. Essa é uma característica que contribui, e muito, para o alcance de um desenvolvimento mais sustentável.
Entendemos que os bioplásticos são peças centrais para o Brasil ter uma economia cada vez mais forte e competitiva globalmente. Mas é fundamental que todos, setores público e privado e a sociedade em geral, revejam suas formas de atuar, produzir e consumir. É possível substituir materiais fósseis de maneira responsável e totalmente produtiva. O futuro do consumo consciente e da produção sustentável pode — e deve — começar pelas escolhas que fazemos hoje. E os bioplásticos se apresentam como uma alternativa concreta para termos produtos cada vez mais sustentáveis. Vamos em frente.
*Alex Duarte, líder comercial de I’m green™ bio-based para a América do Sul na Braskem.