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REGIÃO SUL SE CONSOLIDA COMO SEGUNDA MAIOR CONSUMIDORA E PRODUTORA DE RESINA PLÁSTICA RECICLADA PÓS-CONSUMO

Em 2024, o Brasil registrou avanços significativos na reciclagem de plásticos, com o Índice de Reciclagem Mecânica das embalagens atingindo 24,4% e o índice geral de todos os tipos de plásticos chegando a 21%. Os números fazem parte do estudo encomendado pelo Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e a Braskem, e evidenciam o fortalecimento da cadeia de reciclagem no país.

A Região Sul se destacou no levantamento, consolidando-se como a segunda maior produtora de resina plástica reciclada pós-consumo (PCR) do Brasil, com 266,3 mil toneladas produzidas em 2024. O desempenho representa 26% do total nacional, ficando atrás apenas do Sudeste, responsável por 558,9 mil toneladas, o equivalente a 41% da produção do país. Segundo o estudo, elaborado pela consultoria MaxiQuim, o Rio Grande do Sul lidera a produção na região, com 114,1 mil toneladas, seguido por Santa Catarina (89,4 mil toneladas) e Paraná (62,1 mil toneladas).

De acordo com Solange Stumpf, sócia executiva do Grupo MaxiQuim, o bom desempenho do Sul é resultado de uma combinação de fatores estruturais, culturais e econômicos que se consolidaram ao longo dos anos. “A Região Sul do país mantém historicamente a 2ª posição na produção de resina reciclada pós-consumo, porque mesmo sendo um mercado, em volume, muito menor que o Sudeste, possui uma cadeia de reciclagem bem estruturada do ponto de vista da coleta do material reciclável, com políticas municipais mais efetivas de coleta seletiva, educação ambiental e um parque industrial vocacionado a atender as demandas do setor de produtos plásticos. Além disso, há uma forte presença de empresas que investem em tecnologia para melhorar a qualidade da resina reciclada e atender à crescente demanda por materiais mais sustentáveis”, explica.

O estudo, realizado desde 2018 pela MaxiQuim, tem como objetivo mensurar o tamanho da indústria de reciclagem de plásticos no Brasil, acompanhando sua evolução anual e os principais desafios do setor. Ao longo de cinco anos, a análise se consolidou como uma referência para compreender o cenário nacional da reciclagem, contribuindo para o desenvolvimento de políticas e estratégias voltadas à economia circular. A pesquisa reforça a importância da integração entre indústria, poder público e sociedade na busca por soluções sustentáveis e no fortalecimento da cadeia de valor dos plásticos reciclados no país.