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NOVA PRESIDÊNCIA É ESTABELECIDA NO SIMPLÁS COM FORTES VISÕES DE FUTURO

Em uma cerimônia marcada por simbolismo e compromisso com o futuro da indústria plástica regional, a nova diretoria do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) tomou posse neste mês de agosto, de 2025, na CIC, em Caxias do Sul. O empresário Cláudio Meneghel, com 15 anos de experiência na diretoria do sindicato e os últimos três como vice-presidente, assume a presidência com a missão de fortalecer o papel do Simplás como aliado estratégico das empresas. “O associado tem que enxergar valor no trabalho do sindicato. Se não enxergar, não há motivo para permanecer”, afirma Meneghel, destacando a importância de resultados concretos para atrair novos integrantes. Entre as iniciativas anunciadas estão encontros itinerantes, visitas a empresas e eventos de integração, com foco na ampliação da representatividade e no diálogo com os diferentes municípios da base territorial.

A nova diretoria do Simplás, empossada para a gestão até 2028, reúne lideranças de destaque no setor plástico da região, refletindo a diversidade e a força das indústrias representadas pelo sindicato. Além do presidente Cláudio Henrique Meneghel, da Trughel Indústria e Comércio de Plásticos, a equipe conta com Mateus Bertolini Sonda, da Plasmosul Indústria de Plásticos, como 1º vice-presidente, e Samir Mattana, da Lineform Indústria e Comércio de Plásticos, como 2º vice-presidente. Na secretaria, atuam Márcia Trubian Meneghel, também da Trughel, como 1ª secretária, e Aladir Vitola, da Sulpet Plásticos, como 2º secretário. Já a tesouraria está sob responsabilidade de Jobem Donada, da Dompel Indústria Plástica e Metalúrgica, como 1º tesoureiro, e de Keyni Ribeiro Garcia, da Norb Indústria de Injetados Plásticos, como 2º tesoureiro. A composição plural reforça o compromisso da gestão com a representatividade e o fortalecimento do setor em toda a base territorial do sindicato. Confira na íntegra a entrevista exclusiva feita com o novo presidente da Simplás com a Revista Plástico Sul:

(Revista Plástico Sul) Presidente Claudio, como o senhor enxerga os principais desafios do setor plástico neste novo mandato à frente do Simplás?

(Cláudio Meneghel) Vejo três grandes desafios pela frente e todos eles também são grandes oportunidades.

(Cláudio Meneghel) O primeiro é a sustentabilidade: precisamos acelerar a economia circular, reciclar mais e melhor, integrar de verdade a cadeia, desde a coleta até o reaproveitamento. Já estamos fazendo isso com iniciativas como o Educamais e o espaço ‘Somos o Amanhã – Sérgio I. Webber’, mas temos que ganhar escala e engajamento.

(Cláudio Meneghel) O segundo é a competitividade: o setor sofre com o custo alto de resinas, energia e logística, e ainda enfrenta a concorrência pesada de produtos importados. Isso exige eficiência, inovação e um olhar muito atento às políticas e ao mercado.

(Cláudio Meneghel) E o terceiro é a inovação com qualificação: a indústria está mudando rápido, e quem não se mexer vai ficar pra trás. O setor precisa iinvestir em automação, embalagens mais inteligentes, biomateriais e materiais inovadores para nossas industrias, e principalmente, preparar a nossa gente com capacitação prática e parcerias com o SENAI, SESI, Universidades e outras instituições.

(Cláudio Meneghel) Resumindo: o Simplás vai trabalhar pra que esses desafios viabilizem novas conexões, mais união entre as empresas e mais resultados pra todo mundo. Porque quando crescemos junto, crescemos mais forte.

(PS) Quais serão suas prioridades nos primeiros meses de gestão para fortalecer a competitividade das indústrias associadas, especialmente diante do cenário de concorrência internacional e alta carga tributária?

(MENEGHEL) Nos primeiros meses, a ideia é aproximar o associado da entidade para entender suas necessidades e partir deste momento trabalhar o coletivo. Primeiro, vamos intensificar o diálogo com as empresas associadas pra entender, de perto, as dores e oportunidades de cada uma porque não existe receita única quando a gente fala de competitividade de forma coletiva.O caminho a ser percorrido será ajustado conforme conversas com os associados.

(MENEGHEL) Tudo isso acompanhado por capacitação, porque não adianta ter máquina nova se a equipe não estiver pronta pra tirar o máximo dela. A competitividade começa dentro de casa, mas ganha força quando todo o setor se movimenta junto. A sustentabilidade tem ganhado cada vez mais espaço nas pautas industriais.

(PS) Como o Simplás pretende fomentar práticas mais sustentáveis entre as empresas do setor plástico?

(MENEGHEL) Sustentabilidade hoje não é mais diferencial, é obrigação. E o Simplás quer contribuir com as empresas para transformar isso em oportunidade de negócio, alinhando nossas ações aos princípios de ESG (ambiental, social e governança) e contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

(MENEGHEL) Vamos seguir trabalhando em educação e conscientização, com projetos como o Educamais e o espaço ‘Somos o Amanhã – Sérgio I. Webber’, que mostram, de forma prática e interativa, como funciona a economia circular e a importância do descarte correto. Entendemos ser possível, sustentável e competitivo ao mesmo tempo quando a empresa melhora seus processos, economiza recursos, vislumbra novos mercados, fortalece sua imagem com clientes e ainda contribui para um futuro mais justo e equilibrado.

(PS) Diante da crise enfrentada pela cadeia petroquímica nacional, qual é o papel do Simplás na articulação com outras entidades e governos para defender a indústria transformadora de plástico?

(MENEGHEL) A crise na cadeia petroquímica afeta diretamente todo mundo que transforma plástico no Brasil e aqui na Serra Gaúcha não é diferente. O papel do Simplás é ser a ponte entre as nossas empresas, outras entidades do setor e os governos, pra garantir que a voz da indústria transformadora seja ouvida onde as decisões são tomadas.

(MENEGHEL) Na prática, isso significa participar ativamente de fóruns e câmaras setoriais, levar dados concretos sobre o impacto dessa crise, propor alternativas viáveis e ter posição por políticas que garantam fornecimento de matéria-prima com qualidade, preço justo e estabilidade. Também é hora de unir forças: trabalhar junto com federações como a FIERGS, ABIPLAST, associações regionais e nacionais e até buscar articulação com outros setores que dependem da petroquímica, porque problemas estruturais como esse só se resolvem com alinhamento coletivo.

(MENEGHEL) Nosso papel é articular, defender e, ao mesmo tempo, criar caminhos pra que as empresas associadas mantenham sua competitividade, mesmo num cenário adverso. O senhor assume em um momento de avanços tecnológicos acelerados.

(PS) Como o sindicato pretende apoiar a modernização e a digitalização das pequenas e médias indústrias da região?

(MENEGHEL) A tecnologia está mudando a indústria numa velocidade enorme, e sabemos que as pequenas e médias empresas às vezes têm dificuldade de acompanhar esse ritmo. O Simplás quer ser o catalisador dessa transformação. Vamos ampliar parcerias com o SENAI, universidades e institutos de pesquisa pra oferecer treinamentos práticos e acessíveis, focados em automação, digitalização de processos e novas tecnologias para nossas indústrias.

(MENEGHEL) Pensamos em criar conexões entre fornecedores de tecnologia e as empresas associadas, ajudando a encontrar soluções viáveis pro tamanho e a realidade de cada negócio porque modernizar não significa gastar mais do que cabe no orçamento. Também queremos estimular projetos colaborativos, onde empresas possam testar novas soluções juntas, reduzindo custos e riscos.

(MENEGHEL) A ideia é simples: ninguém precisa fazer essa transição sozinho. O Simplás vai estar junto, encurtando caminhos e garantindo que a nossa indústria, independentemente do porte, continue competitiva e inovadora.

(PS) Por fim, que legado o senhor pretende construir nesta nova passagem pela presidência do Simplás e como deseja ser lembrado ao final do mandato?

(MENEGHEL) Quero que o legado dessa gestão seja o fortalecimento real do setor principalmente na nossa região, com empresas mais unidas, competitivas e preparadas para o futuro. Temos a pretensão em deixar um Simplás ainda mais próximo do associado, capaz de gerar valor todos os dias. Também quero que a gestão 2025 – 2028 seja lembrada por ter ajudado a aproximar o setor da comunidade, mostrando que o plástico, quando produzido e utilizado de forma responsável, é parte da solução e não do problema.

(MENEGHEL) Projetos como o Educamais e o ‘Somos o Amanhã’ são sementes que continuaremos adubando e regando para florescer num futuro breve.Se, ao final do mandato, as empresas sentirem que o Simplás fez diferença na vida delas e que o setor está mais forte, mais sustentável e mais inovador, aí vou saber que valeu a pena. No fundo, quero ser lembrado como alguém que trabalhou junto, que ouviu, conectou pessoas e ajudou a transformar desafios em oportunidades.